2013 – uma década de Legado Arte

Legado Arte

Beth Santos, Legado Arte

Há exatos 10 anos conversei pela primeira vez com Francisco sobre a possibilidade de comercializar a minha paixão: “ARTE DECORATIVA“. Este grande ‘connoisseur’ e meu querido companheiro não só adorou a idéia como esteve ao meu lado com todo seu apoio. No caminho encontramos Arnaldo e Leo.

A abertura oficial foi marcada para 04 de julho. Neste dia tão especial, nossos amigos puderam brindar o nascimento da Legado Arte e parabenizar o Chico pelo seu aniversário.

Arnaldo e Leo partiram para uma outra história em 2004.

Toda a minha dedicação e estudo vale a pena. Nossa jornada anual é de sucesso e tudo isto porque Vocês, meus amigos, sempre nos prestigiam. Feliz 2013!!!!!

Bjs,

Beth Santos

http://www.legadoarte.com.br

O mundo não acabou. Feliz 2013!!!!

Legado Arte

Beth Santos - Legado Arte

2012 está terminando, as festas de fim de ano estão aí e há muito para comemorar, afinal, o mundo não acabou.

Quero agradecer e confraternizar com todos os que acompanharam com paciência os meus posts, nos quais busquei mostrar um pouco da arte, a genialidade de nossos designers, as coisas belas produzidas aqui e também pelo mundo afora.

Foram muitos os visitantes, quase o dobro do ano passado, pessoas de todo o mundo, vindos de 66 países, cobrindo os cinco continentes, em uma demonstração clara da força da arte brasileira, da sua qualidade e beleza.

Também foi um ano em que nos despedimos de Anna Maria e Oscar Niemeyer, cujos móveis são verdadeiras obras de arte, em curvas que homenageiam as belezas brasileiras e que permanecerão para sempre. Somos todos transitórios, é o trabalho que fica.

2013 vem aí. É o ano em que a Legado Arte comemorará seu décimo aniversário. Sejam meus convidados. Feliz Ano Novo!

Beth Santos

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Murano: história e arte

(pesquisa e texto Francisco Mendes)

Achados arqueológicos, no Egito e Mesopotâmia, que datam de 1500 antes de Cristo demonstram que o vidro faz parte da história humana.

Onde hoje é a Itália, os Etruscos já utilizavam vasos e utensílios de vidro produzidos localmente pelo menos há 2700 anos atrás e os Romanos dominaram a arte da produção em vidro.

Vaso Romano sec III/IV acervo Metropolitan Museum
Vaso Romano sec III/IV acervo Metropolitan Museum

A mais antiga vetreria em Veneza data do século VIII e desde então a cidade se torna o centro de produção de vidro da península itálica. Em 1291 uma lei obriga a todos os fabricantes a se mudarem para a ilha de Murano, como forma de controle e para monopolizar o conhecimento da arte de moldar e soprar o vidro.

É daí que vem a tradição de Murano e é quando se registram nomes que percorrerão toda a história do Vetro di Murano.

Angelo Barovier, mestre vidreiro, consegue produzir vidro totalmente transparente (cristallo) no século XV tornando Murano o único lugar da Europa com tecnologia para a produção de espelhos. Na mesma época surge o Lattimo, vidro opaco com aparência de leite e que buscava ser uma alternativa à porcelana proveniente da China.

Padrões e cores se multiplicam em técnicas: Filligrana, Reticello, Retortoli, Incalmo, Battuto, Murrine, Ghiaccio e não param por aí.

Alfredo Barbini, Ermanno Toso, Ercole Barovier, Dino Martens - coleções privadas
Alfredo Barbini, Ermanno Toso, Ercole Barovier, Dino Martens – coleções privadas

Mas como nem tudo são flores, no início do século XIX, a transferência do poder político para a França e a proibição da importação de vidro, faz com que apenas cinco produtores de vidro permaneçam funcionando em Murano em 1820.

A volta por cima começa a acontecer quando seis irmão abrem, em 1854, a Fratelli Toso. Antonio Salviati inicia sua produção cinco anos mais tarde, tendo entre seus sopradores Lorenzo Radi, com a intenção de produzir peças para a restauração dos mosaicos venezianos em vidro.

Em 1861, o prefeito de Veneza decide compilar a história da cidade, incluindo neste trabalho não somente a produção literária, mas também a artística e este esforço culminou com a instalação de uma escola de vidreiros.

Na Exposição Universal ocorrida em Paris em 1867, Antonio Salviati expõe mais de 500 trabalhos e ganha múltiplos prêmios, fazendo com que, em 1869, a indústria do vidro em Murano empregasse mais de 3.500 pessoas.

Antonio Salviati para Artisti Barovier - acervo Legado Arte
Antonio Salviati para Artisti Barovier – acervo Legado Arte

Mas até o final do século XIX, as peças produzidas tinham como foco a reprodução de peças antigas, desde modelos etruscos e romanos até as do auge dos séculos XV e XVI. Com a I Bienal de Veneza, em 1895, há uma mudança de cenário, com a apresentação de trabalhos em estilos da vanguarda da época, o Art Nouveau, com grande destaque para a produção da Artisti Barovier, uma das remanescentes históricas, com especial colaboração de Vittorio Zecchin, pintor e artística gráfico, que desenhou inúmeras obras para produção em vidro.

É também Vittorio Zecchin o responsável por outra mudança, desta vez no início dos anos de 1920, produzindo desenhos limpos, claros, transparentes, tornando-o o diretor artístico de uma nova companhia, a Vetri Soffiati Muranesi Capellin Venini, quando surge então Paolo Venini.

Vittorio Zecchin para MVM Capellin - acervo Legado Arte
Vittorio Zecchin para MVM Capellin – acervo Legado Arte

 

Ao final dessa década e no início dos anos 1930, A Vetreria Artistica Barovier e a Maestri Vetrai Muranesi Capellin e Co (MVM Capellin) reintroduzem as figuras de animais e as figuras humanas, tendência de grande popularidade ao longo de mais de vinte anos, na verdade, desejadas até os dias de hoje.

A produção se expande: vasos, copos, castiçais, lustres e luminárias, desenhos modernos em técnicas seculares, algumas milenares, proporcionam uma explosão de criatividade.

acervo Legado Arte
acervo Legado Arte

Após a interrupção durante a Segunda Guerra a produção retoma  e nomes como os de Ercole Barovier, Archimede Seguso, Giampaolo Martinuzzi, Alfredo Barbini, Tobia Scarpa, Flavio Poli, Giulio Radi, Dino Martens, Fulvio Bianconi, Ludovico e Laura Diaz Santillana, genro e filha de Paolo Venini, aparecem nas mais belas obras de arte produzidas em Murano.

Seguso - Sommerso - acervo Legado Arte
Seguso – Sommerso – acervo Legado Arte

Novos artistas surgiram e a produção continua até os dias de hoje e com alta qualidade.

Mas um lembrete: para quem ainda não percebeu, Murano não é na China.

Beth Santos

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o retângulo de Joaquim Tenreiro

Que não haja luxo, mas sobriedade. Não haja riqueza, mas distinção. Não haja ostentação, mas acolhimento. Aí, a decoração não é um meio de que nos servimos para esconder um canto feio, com artifícios, com elementos extras, mas uma força que modela, que cria móveis que preenchem finalidades funcionais e estéticas, cortinas que temperam a luz e tapetes que ligam a composição…” – Joaquim Tenreiro (módulo, n. 2, ago. 1955)

sofá e poltronas retangular em jacarandá e linho desenhados por Joaquim Tenreiro, c. 1954

mesa Alex em jacarandá e mármore desenhada por Sergio Rodrigues em 1960

estante série Nóbile II desenhada por Jorge Zalszupin nos anos 1960/1970

Beth santos

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Hélio Oiticica no Museu Berardo

Museu Colecção Berardo

Hélio Oiticica — museu é o mundo, 21 de setembro a 6 de janeiro de 2013 – ENTRADA GRATUITA

Beth Santos

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Espasso agora em Londres

Carlos, queridíssimo, abriu mais uma Espasso, agora em Londres, e me contou que é sucesso total. Produções atuais e reedições de nossos designers brasileiros de ontem e de hoje cruzando fronteiras.

Bjs,

BS

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Os Chics vestem Legado Arte

Revista Bamboo n. 17, setembro de 2012, página 101

texto: Clarissa Schneider

foto: Romulo Fialdini

vaso em cerâmica alemã

autor: Willi Hack

manufatura: ES-Keramik

anos 1950

ex acervo Legado Arte

Bjs,

Beth Santos

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Natureza Morta

Natureza Morta

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jacarandá, cerâmica e metal

setembro de 2012

descrição da obra:

cômoda Luciana em jacarandá desenhada por Sergio Rodrigues em 1965, Brasil

vaso em cerâmica pintada, Isabelle Tuchband, 1996, Brasil

castiçal Swan desenhado por Matthew Hilton para a SCP em 1987, Londres

Bjs,

Beth Santos

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O diálogo entre Arte e Design de Jacques Douchez

As formas tridimensionais compostas por diferentes planos de tecido, como faixas ou fitas, mais ou menos largas, que se entrelaçam, formam nós, são amarradas, se juntam e se separam de maneira articulada, construindo volumes. Às vezes, fios estendidos traçam retas paralelas verticais, atravessando a composição. Freqüentemente, as cores são bastante intensas e, sobretudo, contrastantes; e espaços vazios deixam ver as paredes. O tamanho dos trabalhos lhes confere monumentalidade, ressaltada por vários críticos. Salvo raras exceções, as peças são feitas para serem vistas de um ponto de vista frontal, e não, como uma escultura, de todos os lados. Ademais, ao contrário da tapeçaria de Nicola, aqui não há formas propriamente orgânicas, mas sim construídas a partir de elementos inicialmente geométricos.

Jacques Douchez

anos 1970

sisal e metal cromado

200cm x 240cm

“Biombo exposto na mostra Plano e Relevo em 2003 na Pinacoteca do Estado de São Paulo” – acervo Legado Arte

sobre o artista

Jacques Douchez (Mâcon, França 1921 – São Paulo SP 2012)

1951 – Integra o Atelier-Abstração, de Samson Flexor (1907-1971)

1953 – 2ª Bienal de São Paulo com pinturas abstratas

1953 – 1ª Mostra do Atelier-Abstração, no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/SP)

1957 – começa produzir tapeçarias e cria, com Norberto Nicola (1930-2007), o Ateliê Douchez-Nicola

7ª, 8ª e 9ª Bienais de São Paulo, mostra tapeçarias

1974 – expõe na 1ª Mostra Brasileira de Tapeçaria, em São Paulo

anos 1970 e 1980

– mostra suas obras novamente na Bienal de São Paulo

–  3ª Bienal de Medellín

– 7ª Bienal de Tapeçaria de Lausanne

– 1ª Trienal de Tapeçaria de São Paulo, onde ganha o 1º prêmio, nas duas trienais subseqüentes e na Trienal de Lodz

– 1980 o Ateliê Douchez-Nicola encerra suas atividades

– 1989 exposição “Esculturas Tecidas” de  Jacques Douchez na Galeria Múltipla de Arte em São Paulo

– 2003 apresenta duas grandes mostras:

Plano e Relevo, na Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pesp)

Esculturas Tecidas, no Espaço Cultural da BM&F Brasil, São Paulo

fonte: Itau cultural

biografia: Plano e Relevo, Jacques Douchez, ed. Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2003

Beth Santos

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